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Quarta, 18 Agosto 2010 22:19 |
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Se escutarmos o discurso de qualquer líder em qualquer atividade humana (economia, política, ciência, desporto…) ele dirá que age por dedicação, altruísmo, bem público, desinteresse e muitos outros bonitos qualificativos dum discurso politicamente correto. A edição nº 173 da Courrier Internacional apresenta o retrato de Bueno de Mesquita, professor da Universidade de Nova Iorque e conhecido no mundo matemático pela sua Teoria dos Jogos. Para ele não há interesse regional nem nacional. O interesse de Estado é mera dissimulação. Apenas existem líderes que a todo o custo pretendem ter ou manter o poder.
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Segunda, 26 Julho 2010 22:07 |
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Diz quem sabe que em 2011 haverá eleições legislativas. Quem sabe diz também que o PSD as vai ganhar. As sondagens também. Quando um jogo parece perdido, o que é preciso para o ganhar é querer ganhá-lo. Fazer o que é preciso.
Era eu pequeno, no pequeno batatal da pequena horta, aprendi a estratégia do escaravelho. O pequeno animal passeava-se nas ramas das batateiras Eu tocava-lhe com a ponta do dedo e o animal estacava e imobilizava-se e fingia de morto. Podia brincar com ele e ele sempre imóvel tipo morto. Eu lá me chateava e deixava-o para me dedicar a coisas mais interessantes.
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Sexta, 23 Julho 2010 00:48 |
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Não a Páscoa da Ressurreição, nem a Passagem hebraica. Refiro-me a uma pequena ilha perdida no Pacífico a cerca de 3700 km do Chile, de cuja administração depende. Embora ainda com poucas certezas sobre a sua história, a pequena ilha de Páscoa ilustra de forma dramática o colapso de uma civilização que sobreutilizou os recursos naturais.
Colonizada por povos da Polinésia, provavelmente entre os anos 600 a 800, com um clima favorável e dotada de uma rica floresta, rapidamente desenvolveu comunidades humanas que afirmavam o seu poder construindo as famosas estátuas de pedra, os Moais, algumas com mais de 20 metros de altura e que eram organizadas em santuários.
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Quarta, 21 Julho 2010 22:01 |
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A comunicação social tem dado conta de um mal-estar generalizado sobre a justiça. O cidadão teme a sua ineficácia, lentidão e custos. O discurso politicamente correcto proclama a sua confiança nos tribunais mas todo o discurso privado vai em sentido contrário.
Um condutor provocou um acidente em que ele próprio foi parar ao hospital. O seu estado não permitia fazer, no local, o teste de alcoolemia. No hospital, uma colheita ao sangue provou que tinha um índice superior ao triplo permitido por lei. O senhor devia ser de posses e de tribunal em tribunal lá conseguiu safar-se: Segundo os juízes desembargadores da Relação do Porto, o próprio decreto-lei que se aplicou aos portugueses desde 2001, nem é válido. O condutor embriagado foi absolvido. A conclusão a tirar pode ser chocante para o cidadão comum, mas fará jurisprudência incontornável.
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Quarta, 14 Julho 2010 21:17 |
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No mundo Ocidental, o iphone é símbolo de status. Portugal não é exceção. Um estudo inglês provou mesmo que os homens portadores daquele smartphone têm mais sucesso junto das mulheres. Até os deputados europeus vão ter um iphone (oferecido, claro). A empresa que o comercializa, a Apple, sabe que um dos elementos de sucesso dos seus produtos é o preço: sendo caros, são procurados por quem gosta e pode fazer inveja ao seu vizinho… No entanto, os cerca de 700 euros que custa um iphone não resulta dos elevados ordenados que paga a quem o fabrica. Os trabalhadores chineses que o produzem ganham cerca de 90 euros por mês, trabalhando 12 horas por dia. São tais as condições de trabalho que provocaram uma onda de suicídios entre os operários que os produzem.
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Quarta, 14 Julho 2010 20:19 |
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Ninguém é isento, ninguém é neutro. Não somos neutros na política, na religião, no futebol, nos gostos, ou nas relações pessoais. Todos temos a nossa polaridade. O mais perigoso e que deverá merecer as nossas cautelas é aquele que se apresenta na equidistância e para além da convicção. A consciência desta situação deveria conduzir-nos à compreensão e à tolerância. Mas ao lermos os jornais ou ao ouvir comentadores televisivos somos confrontados com discursos magistrais e dogmáticos que em meia dúzia de linhas resolvem os problemas do país e do mundo e só sobra para os outros a incompetência.
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